Portugal vai falhar metas de reciclagem de embalagens apesar do maior investimento de sempre
A poucos meses do final de 2025, os dados do terceiro trimestre confirmam que Portugal não vai cumprir as metas nacionais de reciclagem de embalagens.
Apesar de um reforço histórico de investimento, o crescimento continua a ser residual, com apenas 2% de aumento nas quantidades enviadas para reciclagem, num total de 369 mil toneladas.
Entre janeiro e setembro, o sistema de recolha seletiva financiado pela Sociedade Ponto Verde (SPV) e restantes entidades gestoras atingiu 147,6 milhões de euros, mais 63,8 milhões do que em igual período de 2024. Este reforço resulta da atualização dos valores de contrapartida pagos aos sistemas municipais e multimunicipais, medida implementada pelo Governo no início do ano.
Contudo, o investimento não se traduziu em ganhos proporcionais. “Estamos a investir mais do que nunca, mas sem uma verdadeira modernização do sistema, os resultados continuam a não acompanhar o investimento feito pelas entidades gestoras”, afirma Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde. A responsável sublinha que “é imperativo garantir que cada euro aplicado se traduz em mais embalagens recicladas e em dados transparentes”.
O vidro mantém-se como o material mais crítico, registando estagnação total (0%) face ao ano anterior, com 165 mil toneladas recicladas. O setor já beneficiou de um acréscimo de 11,98 milhões de euros de investimento, sem resultados visíveis. Também as embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL) recuaram 7%, totalizando 5.835 toneladas.
Nos restantes materiais, há ligeiros sinais positivos: papel/cartão subiu 4% (122.537 toneladas), plástico cresceu 3% (66.005 toneladas) e alumínio também 3% (1.709 toneladas).
De acordo com a SPV, Portugal deveria atingir 65% de reciclagem de todas as embalagens colocadas no mercado até ao final do ano. O objetivo, porém, está longe de ser alcançado. “Vivemos um paradoxo: o investimento quase duplicou, mas o aumento da taxa de reciclagem foi de apenas dois pontos percentuais”, resume Ana Trigo Morais.
A entidade defende que a prioridade passa por melhorar o serviço prestado aos cidadãos e exigir melhor desempenho aos sistemas municipais, de forma a garantir que o investimento disponível “se traduz em resultados concretos e contribua para as metas que o país tem de cumprir”.
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